O Discovery Ribatejo vai levar caminhadas a vários concelhos da região até 15 de novembro, numa iniciativa que pretende dar a conhecer o território a pé, juntando natureza, património, cultura e gastronomia. Benavente, Azambuja, Cartaxo e Salvaterra de Magos estão entre os municípios abrangidos pelo programa.
Promovido pela Corklands, com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e do Turismo de Portugal, o Festival de Caminhadas, como assim se designa, arrancou em setembro e está a percorrer diferentes pontos do Ribatejo através de caminhadas guiadas e interpretativas. A iniciativa nasceu este ano com o objetivo de afirmar a região como destino de turismo de natureza e ativo.
Pedro Beato, vice-presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, explica ao Valor Local que o Discovery Ribatejo resulta de uma iniciativa privada apoiada no âmbito do Portugal Events e se enquadra no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido para estruturar a oferta de caminhadas na região. “É um bom exemplo de intervenção pública que infraestrutura recursos para potenciá-los em produto”, refere, destacando o papel das empresas de animação turística na criação de experiências capazes de aproveitar os recursos existentes.
A intenção passa também por dar continuidade ao festival nos próximos anos. “São eventos, que se deseja, possam ser repetidos todos os anos, para que haja esta consistência e para que todos saibam que naquelas datas temos os passeios no Ribatejo”, afirma Pedro Beato.
Depois das primeiras etapas em Rio Maior, Almeirim e Alpiarça, o programa prossegue por outros concelhos. Na área de cobertura do Valor Local, Benavente recebe uma caminhada a 27 de setembro, seguindo-se Azambuja, a 31 de outubro, Cartaxo, a 8 de novembro, e Salvaterra de Magos, a 14 de novembro.
As propostas nos concelhos da região
Em Benavente, a proposta é descobrir a charneca da Companhia das Lezírias, através de um percurso que atravessa uma das paisagens mais características do concelho. Em Azambuja, a caminhada terá como um dos principais pontos de interesse o Castro de Vila Nova de São Pedro, permitindo juntar a descoberta da paisagem rural à história e arqueologia daquele que é um dos mais importantes sítios arqueológicos do concelho.
No Cartaxo, o vinho e a vinha assumem o protagonismo, com um percurso ligado à paisagem vitivinícola e à importância desta atividade na identidade do território.
Já em Salvaterra de Magos, a proposta passa pela Mata Nacional do Escaroupim, num percurso associado à natureza, à biodiversidade e à relação do território com o Tejo.
As caminhadas são gratuitas, mas obrigam a inscrição prévia e estão sujeitas à lotação definida para cada percurso.
Conhecer o Ribatejo “com outra velocidade”
Pedro Beato destaca que o Discovery Ribatejo não pretende limitar-se à componente física da caminhada. Os percursos incluem interpretação da paisagem e momentos dedicados à fauna, flora, património, cultura e tradições de cada território. “Para além dessa componente de paisagem, também há uma componente interpretativa, cultural e patrimonial, de conhecer as tradições”, explica.
Sempre que existem pontos de interesse, o grupo fica a conhecer melhor aquilo que está à sua volta, seja um elemento natural, um edifício ou outro património local. Para Pedro Beato, caminhar permite observar aspetos que facilmente passam despercebidos quando se percorre o território de outra forma. “É um bom modo para conhecer com outra velocidade o Ribatejo”, resume.
A gastronomia é outra das componentes do projeto. O responsável destaca a existência de momentos de convívio associados aos percursos, com produtos locais e experiências que procuram aproximar os participantes da identidade de cada concelho. A própria organização apresenta o festival como uma combinação de natureza, cultura e enogastronomia.
Para a Entidade Regional de Turismo, estas iniciativas podem também produzir retorno para a economia local. Pedro Beato reconhece que é difícil medir diretamente o impacto de cada caminhada, mas lembra que a realização de eventos atrai visitantes que podem recorrer à restauração, alojamento e empresas de animação turística. “Tem sempre impacto, seja a nível da estadia, das refeições, e do próprio ato de dar a conhecer para que se possa voltar noutro momento”, sustenta.
O responsável considera que a aposta na afirmação do Ribatejo enquanto destino turístico começa a consolidar-se e vê no aparecimento de operadores privados interessados em desenvolver experiências na região um sinal dessa evolução. “Cada vez mais esta aposta que temos feito de que o Ribatejo é um destino, está a dar os seus frutos”, afirma.




