Alenquer, Azambuja, Benavente, Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira estão entre os concelhos abrangidos pelos investimentos previstos pelo Governo para a modernização do Aproveitamento Hidroagrícola da Lezíria Grande. As intervenções constam da estratégia nacional “Água que Une”, aprovada através de uma resolução do Conselho de Ministros publicada a 24 de junho, que estabelece um conjunto de medidas para aumentar a eficiência e a segurança hídrica no país.
Uma das medidas previstas para a região Tejo e Oeste contempla especificamente a “Modernização do Aproveitamento Hidroagrícola da Lezíria Grande”, abrangendo os concelhos de Alenquer, Azambuja, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira.
Para esta intervenção está indicado um investimento de dois milhões de euros e um período de execução entre 2026 e 2030. O documento não especifica, contudo, quais as obras a realizar em cada um dos municípios nem apresenta uma distribuição do investimento pelos sete concelhos abrangidos.
A modernização dos aproveitamentos hidroagrícolas pretende melhorar a eficiência na utilização da água destinada à agricultura, através da recuperação e adaptação das infraestruturas de captação, transporte, distribuição e drenagem. Um dos objetivos assumidos pelo Governo passa pela redução das perdas de água e pela introdução de tecnologias que permitam uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis, num contexto de maior pressão provocada pelos períodos de seca e pelas alterações climáticas.
A estratégia aprovada pelo Conselho de Ministros prevê precisamente o reforço da modernização dos sistemas de regadio e a adoção de tecnologias destinadas a otimizar a distribuição da água nos aproveitamentos hidroagrícolas.
Além da medida de dois milhões de euros que identifica expressamente os sete concelhos, o plano inclui uma intervenção de maior dimensão na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira. Estão previstos 16 milhões de euros para a reabilitação e modernização das redes primária e secundária de rega da Lezíria Norte, abrangendo várias fases das infraestruturas existentes.
Esta intervenção inclui ainda a reabilitação e modernização da bombagem complementar, da tomada de água do Conchoso e das redes secundárias de rega dos blocos I, II e III. Também neste caso, o horizonte de execução estabelecido pelo Governo decorre entre 2026 e 2030.
Os dois investimentos aparecem autonomizados na estratégia, pelo que os 16 milhões de euros destinados à Lezíria Norte não devem ser entendidos como uma verba a distribuir pelos sete municípios identificados na medida de dois milhões de euros.
A Lezíria Grande constitui uma das principais áreas agrícolas do Vale do Tejo e depende de uma extensa rede de infraestruturas de rega, drenagem e proteção dos terrenos. A gestão da água assume particular importância numa zona simultaneamente sujeita ao risco de cheias e à necessidade de garantir disponibilidade de água para a atividade agrícola durante os períodos mais secos.
A modernização do regadio da Lezíria Grande já constava, aliás, do Plano de Gestão da Região Hidrográfica do Tejo e Ribeiras do Oeste para 2022-2027, onde eram igualmente identificados Alenquer, Azambuja, Benavente, Chamusca, Coruche, Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira.
A nova estratégia “Água que Une” reúne 111 medidas para todo o país e aponta para um investimento global de cerca de 1.814 milhões de euros até 2035. O Governo pretende, entre outros objetivos, diminuir as ineficiências na utilização dos recursos hídricos, aumentar a segurança da disponibilidade de água e reforçar a reutilização de águas residuais tratadas.
No caso da Lezíria Grande, falta agora conhecer com maior detalhe quais serão as intervenções concretas associadas à verba de dois milhões de euros e de que forma cada um dos concelhos identificados pelo Governo será abrangido pela modernização prevista.




