O presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, Carlos Alves, visitou, as obras da futura secção descentralizada dos Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos, destinada a reforçar a resposta de socorro às populações de Arranhó e Santiago dos Velhos. A visita contou com a presença de habitantes da região, representantes dos bombeiros e responsáveis locais, num momento de acompanhamento de um projeto há muito aguardado pelas populações.
Durante a visita, Carlos Alves destacou a importância estratégica da futura infraestrutura para a segurança das freguesias mais afastadas da sede do concelho. O autarca explicou que a intervenção está associada a um processo de financiamento articulado com os instrumentos territoriais do Oeste, permitindo avançar com uma resposta de proximidade numa zona onde os tempos de deslocação dos meios de socorro constituem uma preocupação.
O presidente da Câmara apontou 2027 como um horizonte importante para o desenvolvimento do projeto, embora sem assumir uma data definitiva para a sua conclusão. Sublinhou que a concretização da obra exige articulação entre a autarquia, os bombeiros e as entidades envolvidas, de forma a garantir que as futuras instalações correspondam às necessidades operacionais.
Carlos Alves afastou ainda a ideia de que o avanço da obra tenha resultado dos recentes episódios de mau tempo. Segundo o autarca, o projeto já estava previsto e em preparação, embora as tempestades que afetaram a região tenham reforçado a importância de aproximar os meios de emergência das populações.
Também presente na visita, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Arruda dos Vinhos, Rui Silva, garantiu a colaboração da instituição, mas alertou para a necessidade de assegurar meios humanos e materiais. Recordou que 82% do orçamento anual de 1,021 milhões de euros são destinados a salários e encargos, acrescentando que uma viatura de combate a incêndios inicialmente prevista para a futura secção ficou inutilizada num acidente. Sublinhou ainda que a associação não dispõe atualmente de operacionais suficientes para destacar para o novo espaço.
Apesar destas limitações, Rui Silva manifestou disponibilidade para trabalhar com a Câmara na procura de soluções, defendendo que a concretização do projeto deverá ser acompanhada pelo investimento necessário em pessoal, viaturas e equipamentos.
A futura secção pretende melhorar a capacidade de resposta a situações de emergência em Arranhó e Santiago dos Velhos, aproximando os meios de socorro das populações.




