A gestão dos transportes escolares, as listas de espera nos serviços de apoio às famílias e a falta de técnicos para as atividades de enriquecimento curricular motivaram críticas da oposição na última reunião de Câmara de Sobral de Monte Agraço. O vereador da CDU, Luís Soares, apontou falhas no planeamento do arranque do ano letivo e questionou os critérios de admissão das crianças nos serviços de prolongamento de horário. O executivo liderado por Raquel Lourenço reconheceu dificuldades, mas anunciou a abertura de uma nova sala de Componente de Apoio à Família (CAF) na Sapataria, estando outra resposta a ser preparada para a escola de Sobral de Monte Agraço e São Quintino. A presidente da autarquia salientou que as inscrições aumentaram mais de 50%, enquanto o vice-presidente, Carlos Pombo, explicou que a seleção obedece à ordem de inscrição e à apresentação da documentação necessária.
Nos transportes escolares, Luís Soares contestou alterações às práticas anteriormente adotadas, nomeadamente no transporte de crianças para moradas de familiares e na aplicação do critério dos três quilómetros de distância à escola. O vice-presidente defendeu o novo plano, aprovado por unanimidade, e revelou que a reavaliação de pedidos inicialmente indeferidos permitiu dar resposta a mais 17 alunos. Garantiu ainda que situações de perigosidade nos percursos podem ser analisadas individualmente.
A falta de técnicos de animação e as dificuldades de recrutamento para a atividade Body Motion também estiveram em discussão. O executivo admitiu estar a recorrer provisoriamente a técnicas superiores nos serviços de prolongamento de horário e a professores ligados às piscinas municipais para assegurar atividades de enriquecimento curricular. Luís Soares criticou estas soluções e contestou a explicação de que alguns candidatos tinham desistido, afirmando que foram excluídos do procedimento. A autarquia garantiu que está a reavaliar o recrutamento e a procurar soluções para normalizar os serviços educativos.




