António Guterres participou, pela última vez enquanto secretário-geral das Nações Unidas, no debate anual da Assembleia Geral, que abriu com um discurso marcado pelos conflitos internacionais. Um mandato marcado como secretário geral da ONU, em grande medida, pela presidência de Donald Trump e pelo confronto com a administração norte-americana e pelo desencadear de várias guerras e conflitos um pouco por todo o Mundo. Por Nova Iorque passaram, alguns dos principais líderes mundiais, chefes de governo e chefes de Estado. Também passou por lá o primeiro-ministro de Portugal Luís Montenegro.
O primeiro-ministro assegurou na capital americana que Portugal vai mesmo voltar a ter um novo excedente orçamental este ano. Depois do ministro das Finanças ter dado essa garantia no último fim de semana, em Dublin, na Irlanda, desta vez foi o próprio chefe do governo, numa intervenção na bolsa de Nova Iorque, que garantiu que o país vai continuar a crescer acima da média europeia. No mesmo discurso, Luís Montenegro destacou as relações, que considera magníficas, entre Portugal e os EUA e apelou a mais investimento dando especial enfâse às condições de estabilidade política, previsibilidade para o investimento e a segurança que Portugal.
O emprego em Portugal atingiu o máximo histórico com 5,4 milhões de pessoas empregadas. A taxa de desemprego apresenta o valor mais baixo dos últimos 20 anos e as agências de rating subiram o rating de Portugal de A para A+. O governo concluiu o PRR a 100% dentro do prazo e que na prática significa a execução de 18 mil camas para estudantes deslocados, 490 novos (ou recuperados) centros de saúde, mais 3900 camas de cuidados continuados
87 escolas intervencionadas, 28 mil vagas na rede de equipamentos e respostas sociais, 2 mil viaturas elétricas entregues a IPSS, 31 mil novas casas prontas a habitar e mais 10 000 mil a concluir durante o ano de 2027.Tudo isto significa mais e melhores condições de vida para todos os nossos concidadãos. Muitos são os desafios que o governo tem pela frente.
O aumento galopante dos custos da energia, causado pelas guerras da Ucrânia e do Médio Oriente colocam enormes dificuldade à generalidade das pessoas e empresas em diverso sectores que precisam de apoios nesta fase de dificuldade.
O Governo português aprovou um pacote de 38 milhões de euros em apoios extraordinários para os setores mais afetados pela escalada dos preços dos combustíveis, com medidas válidas até ao final do ano. Este plano foca-se especificamente nos transportes, proteção civil e setor social.
Os apoios dividem-se pelos seguintes setores:
- Transporte de mercadorias e pronto-socorro: Recebe a maior fatia (30 milhões de euros), com o prolongamento do desconto de 10 cêntimos por litro no gasóleo profissional. O apoio direto por veículo varia entre 118,20€ e 457,80€, dependendo do peso bruto da viatura.
- Transporte público rodoviário de passageiros: Conta com uma verba de 5 milhões de euros, correspondente a um apoio fixo de 420€ por autocarro.
- Táxis: Apoio financeiro direto de 120€ por veículo.
- Bombeiros: Apoio de 120€ ou 360€ por viatura de socorro e combate a incêndios, consoante a tipologia do veículo.
- Setor Social (IPSS): Subsídio de 600€ por entidade para mitigar os custos de deslocação e apoio às populações.
- Agricultura e Pescas: Paralelamente, mantém-se também em vigor o prolongamento do apoio de 10 cêntimos por litro no gasóleo agrícola e florestal, além de ajudas reforçadas para os armadores de pesca.
Acredito que a solução para este problema só acontecerá com o fim destes conflitos nomeadamente a guerra EUA/Irão, no entretanto é preciso apoiar quem mais precisa !!
Este texto fez parte integrante da edição impressa de Setembro do Valor Local




