O mau tempo que tem afetado a região levou a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira a encerrar temporariamente os caminhos e o passeio ribeirinho do concelho, por razões de segurança. A decisão foi tomada de forma preventiva, face à conjugação de precipitação intensa, subida do caudal do rio Tejo e maré elevada, fatores que aumentam o risco de galgamentos e inundações nas zonas ribeirinhas.
O presidente da autarquia explica que o encerramento foi decidido “à cautela”, ainda durante a noite, tendo-se revelado uma medida acertada perante a evolução das condições meteorológicas. “Efetivamente, acabou por se mostrar uma boa medida, uma vez que, no período em que choveu mais e em que a maré também estava muito alta, optámos por fazer esse encerramento temporário dos caminhos ribeirinhos do nosso concelho”, afirmou.
O autarca deixou ainda um apelo à população que reside nas zonas mais baixas do concelho, alertando para a necessidade de adoção de comportamentos preventivos. Em particular, pediu aos moradores da zona baixa de Alhendra, bem como de Vila Franca de Xira, Alverca e Póvoa de Santa Iria, que procurem estacionar as viaturas em locais mais elevados, de modo a evitar eventuais danos materiais associados à subida das águas. Apesar de muitas destas populações estarem habituadas a situações semelhantes, sublinha a importância de redobrar cuidados face ao atual contexto.
A Câmara Municipal está a acompanhar a situação em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, monitorizando de forma contínua a evolução dos níveis do Tejo. O aumento dos caudais do rio resulta não apenas da precipitação registada em território nacional, mas também da situação verificada em Espanha, onde a depressão meteorológica levou à abertura de barragens que se encontram com níveis muito elevados.
Esse aumento do caudal, juntamente com as chuvas, tem vindo a provocar uma subida dos níveis da água do Tejo, situação que está a ser acompanhada de perto pelos serviços municipais, que se mantêm atentos à evolução do cenário e preparados para adotar novas medidas, caso se justifique, com o objetivo de salvaguardar pessoas e bens.




