Francisco Madelino foi o nome escolhido pelo PS para candidato à Câmara Municipal de Salvaterra de Magos nas Autárquicas 2025. Madelino tem experiência como gestor da Fundação INATEL e no Instituto do Emprego, e salienta querer colocar esses seus conhecimentos na gestão do município, caso vença as eleições.
Ao Valor Local, Francisco Madelino vinca que, na sua opinião, Hélder Esménio, atual presidente da Câmara, fez um bom trabalho, “mas nem tudo está concretizado”, até porque “numa autarquia as exigências são muitas”.
O candidato socialista que geriu os destinos da Assembleia Municipal de Salvaterra nos mandatos de Esménio, diz que está pronto para “arregaçar as mangas” e colocar mãos à obra.
Para Francisco Madelino, o concelho pode e deve ir mais além pois, “vivemos num mundo, como se costuma dizer, cada vez mais global” e defende que as políticas para o desenvolvimento de Salvaterra devem ir para além “da bolha do concelho”.
Sublinha por isso que Salvaterra deve faz uso da proximidade a Lisboa, usando isso a favor e tendo em conta o que essa proximidade possa trazer de bom, recordando que os preços das casas estão a subir e que a construção do aeroporto no concelho de Benavente, deve ser olhado como uma oportunidade de desenvolvimento, mas também como um desafio.
Recorda que a construção do aeroporto vai trazer a necessidade de “mais alojamento, locais de restauração e não só”. As necessidades de habitação também vão surgir ainda mais e por isso considera que dada a proximidade, o concelho de Salvaterra de Magos deve estar atento.
Refere por isso que o município deve ter a capacidade “de projetar o futuro, entre ser um concelho dormitório ou um concelho com outras ambições”. Explica que “isso vai implicar alterações do PDM” o que na sua opinião poderá levar à atração de empresas “que incorporam mais inovação e, portanto, podem pagar outros salários”. Tal, refere Francisco Madelino traz também uma anunciada nova rede de transportes, desde rodoviários a ferroviários, recordando igualmente os planos do Governo para a nova travessia do Tejo, na zona de Lisboa.
O candidato socialista lembra também que pelo atual aeroporto passam diariamente 60 mil pessoas, entre funcionários e passageiros. E tendo em conta esses números a transportar para a nova infraestrutura “isto vai ter um impacto enorme nestes concelhos”.
Em atenção a isto, o candidato lembra a necessidade de “manter a identidade, porque o concelho de Salvaterra de Magos, tem uma ligação profunda ao rio, também tem raízes históricas, elas próprias que são profundas.
Para Francisco Madelino, é importante manter as raízes culturais e a identidade do concelho, algo que considera um desafio para o futuro, referindo que há que reforçar eventos culturais como o Mês da Enguia, ou os referentes à Falcoaria.
Francisco Madelino, que alogia o trabalho do presidente de Câmara Helder Esménio, recorda por outro lado a necessidade da existência de um hotel no concelho. É preciso “um hotel para funcionar, para trazer gente para conferências, para ter onde as pessoas possam ficar e nós não temos essa valência”. Na opinião do candidato, a unidade hoteleira teria “de ter no mínimo 40, 50 quartos para ser rentável”.
Sobre o facto de a atual vice-presidente da Câmara, Helena Neves, que não conseguiu a eleição entre as hostes socialistas para ser a candidata à autarquia, tendo enveredado por um movimento de cidadãos que vai liderar, responde de forma politicamente correta e saúda a sua opositora.