A construção de um campo de padel no Cartaxo está a provocar descontentamento entre moradores da zona, que receiam perder a tranquilidade do local devido ao funcionamento da futura infraestrutura. O assunto foi levado a uma das últimas reuniões da Câmara Municipal por uma munícipe, que manifestou preocupação com o impacto que o equipamento poderá ter na qualidade de vida da vizinhança.
A resposta do executivo trouxe uma novidade. O vice-presidente da Câmara, Pedro Reis, revelou que o município decidiu embargar a obra, depois de os serviços municipais terem detetado várias desconformidades entre a construção e o projeto aprovado. Segundo o autarca, o licenciamento do campo de padel não está em causa. O problema reside na forma como a obra está a ser executada, uma vez que não respeita o projeto aprovado pela Câmara. “Ontem, o senhor presidente despachou uma informação de embargo das obras”, revelou Pedro Reis.
O vice-presidente explicou que as alterações introduzidas durante a construção ultrapassam aquilo que foi autorizado pelos serviços municipais. “A execução do projeto é que está a ser mal feita”, afirmou. Entre as irregularidades identificadas está o aumento das dimensões do campo. “O campo de padel estava aprovado com 10 metros de largura e tem 12,7 metros. Estava aprovado com 6,6 metros de altura e está com 8,7”, disse.
Pedro Reis acrescentou que também foram detetadas falhas relacionadas com as condições de segurança previstas no projeto. Segundo explicou, o corredor de emergência não foi executado de acordo com o que estava licenciado, comprometendo uma das soluções de segurança previstas para a infraestrutura.
“A estrutura da cobertura das passagens do corredor lateral constitui um obstáculo para acesso aos campos e para a caixa de fuga de incêndios”, explicou. O vice-presidente referiu ainda alterações na escada de acesso ao piso superior, na fachada, na cobertura e nos vãos exteriores do edifício.
Estas explicações surgiram na sequência da intervenção de uma moradora, que alertou para o incómodo que a infraestrutura poderá causar aos residentes. A munícipe mostrou-se preocupada com a proximidade do campo às habitações e com a possibilidade de o ruído associado à prática da modalidade comprometer o sossego da zona.
O embargo agora determinado pela Câmara impede o prosseguimento dos trabalhos até que sejam corrigidas as desconformidades identificadas pelos serviços municipais. O promotor terá agora de adequar a obra ao projeto licenciado ou apresentar as alterações necessárias para nova apreciação da autarquia.




