O empresário António Filipe, responsável pelo futuro complexo de padel de Azambuja, acusou a Câmara Municipal de estar a atrasar a concretização de um investimento privado de cerca de 300 mil euros, considerando que o projeto continua bloqueado por exigências burocráticas e técnicas que se arrastam há vários meses.
Numa das últimas reuniões do executivo municipal, o empresário recordou que passou um ano desde a adjudicação do direito de superfície para desenvolver o equipamento desportivo e afirmou que a empresa já investiu cerca de 50 mil euros no projeto sem que tenha sido possível iniciar a construção.
Segundo explicou, o projeto foi entregue em dezembro de 2025 e, no mês seguinte, recebeu um parecer dos serviços municipais com 69 pontos de correção. Apesar das alterações entretanto efetuadas, António Filipe considera que continuam a ser exigidas mudanças que não decorrem do contrato celebrado nem do caderno de encargos da hasta pública. “O investimento está parado e a população continua privada de uma infraestrutura desportiva desta dimensão”, afirmou. O empresário questionou ainda quem assumirá os custos decorrentes dos atrasos, referindo que o orçamento da obra terá sofrido um agravamento de cerca de 40 mil euros devido à inflação e ao aumento do preço dos materiais.
Na resposta, o presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Silvino Lúcio, rejeitou a existência de qualquer bloqueio por parte da autarquia e defendeu o trabalho desenvolvido pelos serviços técnicos. O autarca explicou que o processo envolveu também o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), tendo existido divergências quanto ao enquadramento da instalação, nomeadamente entre a sua utilização recreativa ou formativa.
Segundo Silvino Lúcio, essa questão encontra-se ultrapassada e o processo estará próximo de uma conclusão. “Penso que dentro de muito breve prazo será dada a licença para iniciar esta situação”, afirmou. O presidente da autarquia lembrou ainda que o projeto inicialmente apresentado continha 69 pontos que tiveram de ser corrigidos, considerando que os serviços municipais cumpriram a sua obrigação ao proceder a uma análise rigorosa da documentação.
Apesar das críticas do promotor, Silvino Lúcio mostrou-se confiante de que o processo possa ficar resolvido em breve, permitindo o arranque de um investimento que prevê a construção de três campos de padel cobertos e respetivas infraestruturas de apoio.




