O Partido Socialista da Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa voltou esta quarta-feira a acusar PSD e Chega de serem responsáveis pela situação de “paralisia institucional e operacional” que, segundo os socialistas, continua a afetar o funcionamento da Junta de Freguesia. Num novo comunicado, divulgado na sequência da última sessão da Assembleia de Freguesia, o PS sustenta que o executivo permanece incompleto e acusa as forças que formaram a coligação no início do mandato de não conseguirem encontrar uma solução para ultrapassar o impasse.
Segundo o PS, o presidente da Junta voltou à Assembleia de Freguesia sem apresentar nomes para substituir os cinco vogais demissionários, prolongando uma situação que os socialistas consideram prejudicial para a população.
“Este adiamento contínuo agrava o bloqueio do executivo e perpetua um vazio de poder que prejudica gravemente a nossa terra e a nossa população”, refere o comunicado.
Os socialistas dirigem as críticas diretamente às duas forças políticas que assumiram a governação da freguesia, considerando que PSD e Chega “esgotaram completamente a sua capacidade de liderança”.
No comunicado, o PS vai mais longe e enumera aquilo que considera serem as consequências práticas da atual situação. Segundo os socialistas, sem um executivo devidamente constituído, a capacidade de atuação da Junta fica reduzida à gestão corrente e à liquidação de despesas fixas necessárias ao funcionamento dos serviços.
O partido sustenta ainda que ficam condicionadas ou bloqueadas decisões relacionadas com novos projetos, adjudicações, obras, investimentos no espaço público e outras decisões estruturais.
Trata-se, contudo, da interpretação apresentada pelo PS sobre as consequências do atual impasse, devendo o enquadramento jurídico e os limites concretos à atuação da Junta ser distinguidos da posição política expressa pelo partido.
O PS afirma ainda que “o planeamento falha, o espaço público está desleixado e as respostas básicas aos fregueses encontram-se suspensas”, responsabilizando PSD e Chega pelo prolongamento da situação.
Para o PS, a responsabilidade pelo atual cenário cabe às forças que constituíram a solução governativa no início do mandato.
“Foram estas forças políticas que desenharam a atual coligação, que chamaram a si os pelouros e que viabilizaram a gestão da autarquia”, lê-se no documento.
Os socialistas consideram que PSD e Chega se mostram agora incapazes de encontrar, dentro das próprias estruturas, uma solução que permita formar um executivo funcional.
“A nossa freguesia não pode continuar refém das quezílias internas, da falta de soluções e da inoperância do PSD e do Chega”, acrescenta o PS, exigindo que os dois partidos assumam “de uma vez por todas” as suas responsabilidades.
O comunicado termina garantindo que o PS continuará a exercer oposição e a escrutinar a gestão da Junta.




