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Morreram 20 pessoas nas estradas da região em 2023: Salvaterra regista quatro vítimas mortais em arruamentos pouco movimentados

Os acidentes registados na região, entre janeiro e novembro de 2023, resultaram em 20 vítimas mortais. Nesses mesmos acidentes ficaram envolvidos 10 feridos ligeiros e três feridos graves. É nos concelhos de Benavente Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira onde se morre mais na estrada no conjunto dos demais concelhos da nossa área de influência- Alenquer, Azambuja, Cartaxo, e Arruda dos Vinhos. Estes são dados divulgados, no final do mês de março, pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

No concelho de Benavente morreram naquele período seis pessoas, resultado de uma colisão (1 morto) e de um atropelamento mortal na Nacional 118; duas colisões mortais, uma delas com dois mortos e outra com um, ocorreram ainda na Nacional 10, mais um despiste mortal na Municipal 515.

Azambuja apenas registou um acidente mortal, mas o mesmo envolveu desde logo duas vítimas mortais, dois feridos ligeiros e dois graves. Aconteceu no IC2 resultado de uma colisão ao km 59. No concelho de Alenquer registou-se uma vítima mortal na Nacional  9-3, resultado de um despiste.

O município de Salvaterra que regista quatro vítimas mortais em acidentes, é o que assume os contornos mais diferenciados em relação aos restantes. É que aqui neste concelho morre-se sobretudo na estrada em consequência de despistes verificados em arruamentos e não em estradas movimentadas e com muito trânsito. Há a lamentar quatro acidentes daquele tipo no ano passado na Rua Pinhal dos Mouros (Foros de Salvaterra); Rua das Janeiras de Cima (Glória do Ribatejo); Rua da Olaria (Marinhais); Rua das Buinheiras (Foros de Salvaterra).

Já o concelho de Vila Franca de Xira regista três despistes mortais: um na A1; outro na Nacional 10, e outro na Avenida dos Emáus, os dois últimos dentro de localidades. Há a registar ainda uma colisão na Nacional 1 dentro de localidades.

Por último em Arruda dos Vinhos deu-se um despiste mortal na Rua de Santiago (arruamento).

Dados nacionais da sinistralidade rodoviária

Entre janeiro e novembro de 2023 registaram-se no Continente e nas Regiões Autónomas 33.721 acidentes com vítimas, 442 vítimas mortais, 2.433 feridos graves e 39.520 feridos leves. Em relação a 2019 – ano de referência para monitorização das metas de redução do número de mortos e de feridos graves até 20302 fixadas pela Comissão Europeia e por Portugal – registaram-se no Continente e nas Regiões Autónomas menos 397 acidentes (-1,2 por cento), menos 38 vítimas mortais (-7,9 por cento) e menos 1.692 feridos leves (-4,1 por cento). Contudo, apuraram-se mais 90 feridos graves (+3,8 por cento).

Outro dado a valorizar deste estudo apresentado relaciona que 62,8 por cento dos acidentes ocorreram em arruamentos, correspondendo a 30,4 por cento das vítimas mortais (-7,7 por cento em relação ao período homólogo de 2019 e em igual número face 2022) e a 46,4 por cento dos feridos graves. Nas estradas nacionais ocorreram 19,9 por cento dos acidentes, com 32,9 por cento das vítimas mortais (+5,2 por cento e +4,4 por cento face aos períodos homólogos de 2019 e 2022) e 30,7% dos feridos graves. Nas autoestradas, apuraram-se menos 14 vítimas mortais e menos 11 feridos graves face a 2019, enquanto que comparando com 2022 houve menos 6 vítimas mortais e menos 14 feridos graves.

Este estudo conclui ainda que há mais acidentes nas estradas portuguesas à sexta-feira (15,9 por cento) mas é aos sábados e aos domingos que se morre mais nas vias de comunicação em Portugal (21,3 por cento e 20,2 por cento respetivamente). A mortalidade é ainda mais relevante no período entre as 18 e as 22 horas com uma taxa de 22,3 por cento. A grande maioria dos acidentes ocorre sob condições atmosféricas de bom tempo (84,9 por cento). São as estradas nacionais que fazem mais vítimas (50,8 por cento) – IP (45,7 por cento). Relativamente a vítimas mortais por categoria de veículo, em termos de aumentos face a 2019, é de assinalar o caso dos motociclos (+28), mas também os velocípedes (+5), sendo de salientar as diminuições nos veículos ligeiros (-19) e nos ciclomotores (-6).

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