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“Estamos preparados como nunca até hoje”: nova central de socorro de Vila Franca de Xira já coordenou 14 mil ocorrências

A nova Central Municipal de Operações de Socorro (CMOS) de Vila Franca de Xira já coordenou cerca de 14 mil ocorrências desde que entrou em funcionamento, há cerca de sete meses, assumindo-se como um dos maiores investimentos recentes do município na área da Proteção Civil. A infraestrutura, inaugurada oficialmente esta semana, centraliza agora o despacho operacional dos seis corpos de bombeiros do concelho e foi já colocada à prova durante o recente ciclo de tempestades que afetou a região.

“Estamos preparados como nunca até hoje”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Fernando Paulo Ferreira, numa intervenção em que destacou a capacidade de resposta criada por este novo modelo de organização conjunta.

A CMOS substitui as antigas centrais existentes nos quartéis de bombeiros do concelho e passa a concentrar, numa única sala operacional, toda a gestão de ocorrências de emergência médica, acidentes, incêndios, cheias e outras situações de proteção civil. Segundo explicou António Carvalho, comandante da Proteção Civil Municipal, o projeto começou a ser desenhado em 2019 pelos comandantes dos bombeiros, tendo arrancado efetivamente em outubro do ano passado.

“Toda a gestão das ocorrências de emergência é feita nesta sala e é daqui que é feito o despacho de meios para os próprios bombeiros”, explicou o responsável, acrescentando que a central está equipada “com aquilo que mais moderno há de tecnologia” e com software de gestão de ocorrências dotado de algoritmos que ajudam os operadores a decidir que meios devem ser enviados para cada situação.

O sistema permite cruzar a disponibilidade operacional dos corpos de bombeiros com a proximidade à ocorrência, otimizando recursos à escala municipal. “Isto leva-nos a ter uma rentabilidade dos meios dos corpos de bombeiros no concelho todo”, salientou António Carvalho.

O investimento na infraestrutura já ultrapassa o meio milhão de euros. Ainda assim, o comandante rejeita olhar para o projeto como uma despesa. “É mesmo um investimento e não um custo. Tudo o que seja investimento na proteção civil é investimento na população”, afirmou, agradecendo ainda ao executivo municipal “a visão estratégica” para esta área.

Também Hugo Santos, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Grande Lisboa, considerou a nova central “um passo extremamente importante” na organização da resposta a situações de emergência, sublinhando tratar-se da primeira central operacional municipal da sub-região da Grande Lisboa.

Segundo o responsável da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a estrutura permite reforçar a articulação entre agentes de proteção civil e entidades com responsabilidades no socorro às populações, garantindo “uma resposta mais rápida e articulada”.

Hugo Santos recordou ainda que a CMOS já teve “a sua prova de fogo” durante o recente episódio de tempestades que atingiu o território, revelando “um extraordinário trabalho de articulação e de capacidade de comando e controlo de todas as entidades”.

Na cerimónia de inauguração, Fernando Paulo Ferreira enquadrou o projeto num percurso mais longo de valorização da Proteção Civil e dos corpos de bombeiros do concelho, destacando o trabalho desenvolvido ao longo dos anos por várias direções associativas, comandos e executivos municipais.

“Só estamos aqui hoje porque foi possível ao longo dos anos desenvolver uma política sustentada de proteção civil e de aumento da nossa resiliência territorial”, afirmou.

O autarca salientou que a central entrou em funcionamento a 1 de outubro de 2025 e conta atualmente com 15 técnicos especializados na coordenação de meios de socorro e gestão de ocorrências de proteção civil.

Desde então, segundo os números divulgados pelo município, a estrutura já recebeu e despachou cerca de 14 mil ocorrências, maioritariamente de emergência médica, mas também relacionadas com incêndios, acidentes e fenómenos meteorológicos extremos.

Fernando Paulo Ferreira destacou ainda que, no último semestre, houve mais 1650 ocorrências respondidas localmente face ao mesmo período anterior, representando um crescimento próximo dos 20 por cento na capacidade de resposta municipal.

“Nenhuma ocorrência foi recusada e todas tiveram resposta pelos nossos seis corpos de bombeiros”, frisou.

Além da resposta dentro do concelho, a CMOS apoiou também centenas de ocorrências em territórios vizinhos, como Lisboa, Loures e Setúbal.

Nas declarações prestadas aos jornalistas, o presidente da Câmara reforçou que a central permitiu “coordenar melhor os meios existentes no território”, garantindo respostas “mais rápidas e mais eficazes” às populações, ao mesmo tempo que possibilitou uma gestão mais racional dos recursos disponíveis.

O autarca destacou igualmente o impacto do projeto ao nível do planeamento estratégico dos investimentos municipais na área da Proteção Civil. “Tem permitido também à Proteção Civil Municipal e ao executivo municipal, em articulação com os diversos comandantes de bombeiros, ir priorizando investimentos em equipamentos de proteção individual e na melhoria das condições dos próprios quartéis”, explicou.

Fernando Paulo Ferreira considera que os resultados alcançados nos primeiros meses de funcionamento da central vieram confirmar a validade do modelo. “É um caminho de articulação que já tem uns anos e que agora teve uma demonstração absolutamente clara no terreno de que este é o caminho certo”, afirmou.

O município prepara-se agora para enfrentar o primeiro verão com a CMOS plenamente operacional no âmbito do DECIR, o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. Um desafio que o executivo encara com confiança, apoiado num modelo que pretende aprofundar nos próximos anos através de uma integração operacional cada vez maior entre os diversos corpos de bombeiros do concelho.

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