Fernando Paulo Ferreira prepara-se para se candidatar a um segundo mandato para presidente da Câmara de Vila Franca de Xira. O autarca ainda não anunciou a sua recandidatura, mas aos poucos vão aparecendo sinais da sua disponibilidade à comissão política do Partido Socialista. Nesta entrevista, faz um balanço de mandato, e traça linhas importantes para o futuro do concelho de Vila Franca de Xira.
Valor Local- Que balanço faz deste seu primeiro mandato à frente dos destinos de Vila Franca?
Fernando Paulo Ferreira- Temos trabalhado muito afincadamente no sentido de valorizar o concelho de Vila Franca de Xira no conjunto da Área Metropolitana de Lisboa. Captamos dos maiores investimentos privados do país para o concelho. Dou apenas dois ou três exemplos, mas que as pessoas conhecem – A central logística da Leroy Merlin, um investimento na totalidade de cerca de 200 milhões de euros, recentemente inaugurado pelo ministro da Economia. Mas também captamos para Vila Franca de Xira, o Lisbon Campus, que é um grande complexo de novas tecnologias e inovação, num investimento de cerca de mil milhões de euros, o que coloca Vila Franca já no mapa dos concelhos que está na linha da frente das novas tecnologias. E isso tem feito com que também estejamos a trabalhar e a concretizar novas soluções habitacionais, nomeadamente, para arrendamento para jovens qualificados e altamente qualificados, e nómadas digitais.
Face à nossa proximidade a Lisboa, de sublinhar ainda a continuação do caminho Ribeirinho na sua ligação ao concelho de Loures, no Parque das Nações.
Que outros investimentos, considera, também importantes, mas que tenham sido obra da Câmara?
Para já asseguramos que o Tribunal de Comércio de Lisboa Norte vem definitivamente para Vila Franca de Xira. O projeto está entregue com o concurso aberto pela ministra da Justiça, e este é um passo importantíssimo para o tecido económico do concelho. Depois conseguimos o financiamento para a requalificação da Escola Básica e Secundária de Vialonga, um investimento enorme que ronda no total cerca de 20 milhões de euros, a que se somam as outras três inaugurações que fizemos de ampliações de escolas no nosso concelho. Depois já está em obra, para abrir ainda este ano, a primeira loja do cidadão do concelho.
Nesta última edição da apresentação do “Mês do Sável” falou nos cerca de dois milhões de visitantes que vêm da Área Metropolitana de Lisboa. Não lhe parece redutor só apontar para a AML, quando há visitantes também aqui à volta e até alguns estrangeiros a visitar o concelho de Vila Franca de Xira?
Aliás, são cada vez mais os estrangeiros que nos visitam.
“Estou muito apostado que esta reabilitação da antiga estalagem do Gado Bravo se consiga fazer.”
Mas quando aponta só para a Área Metropolitana de Lisboa, ou pelo menos quando passa essa informação, é um target?
Esse é o target permanente. Temos permanentemente, todos os dias, 2 milhões e meio de pessoas aqui ao lado. Somos, aliás, a área metropolitana maior do nosso país. Estas pessoas estão cá. E, portanto, temos de ter os olhos postos num mercado muito mais alargado do que o próprio concelho de Vila Franca Teixeira. Outra coisa é a aposta que temos vindo a fazer em nichos, nomeadamente, aproveitando o crescente número de estrangeiros que nos visitam. Desde logo, o reforço que temos realizado no âmbito dos caminhos de Fátima e de Santiago. Todos os dias há peregrinos nacionais e estrangeiros a percorrer todo o nosso território, especialmente na zona ribeirinha.
E nota essa procura no concelho de Vila Franca de Xira?
Notamos isso. Ao assumir também a presidência da Comissão de Cogestão da Reserva Natural do Estuário do Tejo, uma das apostas, que consta aliás do programa que aprovámos para 2025, reforçamos o turismo de natureza. Vou dar aqui um exemplo de um trabalho que temos vindo a fazer com o proprietário da antiga Estalagem do Gado Bravo. Faz todo o sentido que volte a ganhar uma nova vida esta área turística, de modo que se aproveite ao máximo a Reserva Natural do Estuário do Tejo, junto aos grandes eixos rodoviários do nosso país. Estou muito apostado que esta reabilitação da antiga estalagem do Gado Bravo se consiga fazer.
Fala-se há algum tempo da falta de alojamento no concelho de Vila Franca de Xira, ou seja, para além do Lezíria Parque Hotel, e de algumas unidades de pequena dimensão, existe esta carência a nível da hotelaria local sobretudo nos grandes eventos como o Colete Encarnado e a Feira de Outubro. Como avalia este assunto?
A procura da nossa hotelaria não se restringe apenas aos grandes eventos, tem ainda em linha de conta o aumento do tecido económico das indústrias, das grandes empresas, que se estão a sediar no nosso concelho. E, portanto, a procura tem vindo a crescer. Estamos a trabalhar no sentido de acompanhar com muito interesse algumas iniciativas e vontades de instalação de novas unidades hoteleiras aqui no território. No que diz respeito à Câmara Municipal propriamente dita, e só para se perceber como a procura é muita, não só temos os alojamentos nas nossas quintas municipais que são muito procurados, mas fizemos uma grande reabilitação do Parque de Campismo – que é hoje um dos melhores parques de autocaravanismo da área de Lisboa – e que tem uma procura quase a 100 por cento. Está permanentemente ocupado e exatamente por estrangeiros, nomeadamente, muitos holandeses, franceses, que nos procuram para aqui passar umas temporadas.

Dessas unidades hoteleiras que estão em fase de prospeção no concelho de Vila Franca, estamos a falar de alojamentos de 4 estrelas ou 5 estrelas?
Eu creio que serão de 4 estrelas, vocacionados para o turismo de negócios na Póvoa e em Alverca. São cidades procuradas por profissionais qualificados das diversas empresas que estão aqui sediadas no nosso concelho. Na zona mais rural, temos algumas antigas quintas e palácios, e aí a ideia é conseguir avançar para hotéis já de 5 estrelas, ligados à área equestre, por exemplo. Por isso mesmo estamos agora a fazer parte do núcleo de fundadores da Associação Portuguesa dos Municípios do Cavalo, uma vez que faz todo o sentido aproximar e trabalhar em conjunto com os seis centros equestres que estão sediados no nosso concelho que registam uma procura muito diversificada.
“Foi com este governo e com o primeiro-ministro Luís Montenegro que assinamos esse protocolo com todo o gosto. Estou cá para assinar os protocolos todos com qualquer dos governos que valorizem o concelho de Vila Franca de Xira”
Na área da Educação, disse há pouco que o município investiu mais de 20 milhões de euros com obras em várias escolas. Em Vialonga temos um projeto muito ansiado e finalmente conseguido. A oposição diz que foi graças ao governo do PSD que as obras estão todas a ser feitas. Claro que isto é um à parte, mas também foi importante este governo para a Câmara Municipal de Vila Franca?
Bom, quanto ao investimento na Educação, antes de o Governo tomar posse, já tínhamos inaugurado três requalificações e ampliações de escolas muito importantes no concelho de Vila Franca. Uma delas em Alhandra, outra em Vila Franca de Xira e uma outra em Vialonga, que é a grande Escola Básica do Cabo. Com este governo, logo nos primeiros meses, foi possível obter o financiamento para a obra de requalificação e ampliação da escola básica e secundária de Vialonga. O projeto vem de trás. Naturalmente já estava preparado pelo governo anterior, mas foi com este governo e com o primeiro-ministro Luís Montenegro que assinamos esse protocolo com todo o gosto. Estou cá para assinar os protocolos todos com qualquer dos governos que valorizem o concelho de Vila Franca de Xira. É para isso que serve um Presidente de Câmara e é para isso que cá estou.
Esta transferência das competências na área da Educação para as câmaras municipais, naturalmente traz desafios.
Esta transferência de competências tem aproximado a possibilidade de as câmaras municipais poderem contribuir diretamente para a resolução de alguns problemas que quando estão dependentes de um Governo que está em Lisboa e que não conhece a realidade local, ficam às vezes para trás, de que são exemplo as obras de manutenção e de requalificação dos estabelecimentos de ensino. Contudo, os nossos agrupamentos continuam com o problema da falta de pessoal auxiliar e de pessoal técnico no acompanhamento dos alunos com necessidades educativas especiais. O rácio do Governo é baixo e não corresponde às necessidades. Portanto, se digo bem de alguns membros do governo, também tenho razões de queixa, porque neste particular deixa muito a desejar.
Falemos de mobilidade, de novas vias, porque anunciou também, por exemplo, para Vialonga uma alteração grande na via principal desta freguesia. Foi logo no início do seu mandato, segundo me lembro, e esse projeto ainda não o vimos.
Estamos a trabalhar nesse projeto. A ideia é pegar naquela rua, que aliás é a que dá o nome à terra, requalificá-la, criar passeios, espaços para as esplanadas, arborizando-a. É um projeto muito ambicioso e ainda está a ser feito, pois necessita de seguir vários passos complicados impostos pela Infraestruturas de Portugal. Começámos a trabalhar nele há cerca de dois anos. Para já estamos a fazer a obra que começou em Vialonga, na Avenida 28 de Setembro, que liga o centro de localidade à zona do quartel dos bombeiros, também muito utilizada pelas pessoas e que precisa de requalificação. A obra de que fala avançará no ano de 2025, aproveitando, aliás, a requalificação da Escola Básica e Secundária. A ideia é fazer uma ligação para as crianças e para os jovens nos centros das localidades e as suas escolas. Fizemos isso em Alverca. Neste momento é muito fácil e seguro para todos irem do centro de Alverca para a zona das escolas. Estamos a fazer isso, agora, em Vialonga e estamos também a prever o mesmo na zona da Alhandra, ligando a zona antiga à Escola Soeiro Pereira Gomes, que são vias importantíssimas onde andam os nossos jovens, e é importante que eles se movam em segurança.
Alverca, por seu lado, está a sofrer também com os novos empreendimentos na zona do Salinas Parque. Aliás já ouvimos em reunião de Câmara a CDU dizer que em Alverca todas as horas são de ponta. Sofremos com isso no Natal, com a abertura a dada altura de novas lojas. Nota-se que há uma procura desenfreada por Alverca, com o que isso tem de bom, mas também de menos positivo.
Sim, eu diria que não é quase uma urbe, é mesmo uma urbe, é uma importante cidade da Área Metropolitana de Lisboa, tal como a Póvoa de Santa Iria, e Vila Franca de Xira. A procura ao nível de número de habitantes e, sobretudo, do número de visitantes, tem vindo a aumentar e isso é positivo. Ouvir a CDU dizer mal, seja do que for, é habitual e faz parte do gene da CDU e do PCP, e, portanto, é com todo o gosto que vamos ouvindo, e fazendo avançar o território. É para isso que cá estamos. Mas há algumas decisões a tomar sobre essa matéria e trabalhos que estamos a fazer no que diz respeito à mobilidade e às acessibilidades. No que diz respeito à zona de Alverca e Póvoa de Santa Iria, chamava a atenção para a necessidade absoluta de abertura de novos nós de ligação à autoestrada.

Uma reivindicação antiquíssima.
Antiquíssima, como era o Tribunal e conseguimos a sua construção. Portanto não tenho dúvidas que vamos conseguir também. Espero que seja com o Governo do PSD porque isso seria mais rápido. Gosto de decisões rápidas e que as coisas se resolvam.
Acha que o PSD é rápido a decidir no Governo?
Bom, eu não sei se é rápido a decidir. Se for rápido, se for já este Governo (esta entrevista foi dada antes da queda do Governo), significa que foi rápido. E ainda bem, não tenho nenhum preconceito quanto a essa matéria. Já estive a falar com o ministro das Infraestruturas sobre a renegociação da concessão do Governo com a Brisa. É a oportunidade para o Governo tomar a decisão de abrir o nó dos Caniços, o nó do Sobralinho e completar o nó 2 de Vila Franca de Xira. São três nós muito importantes para reduzir a pressão sobre a Estrada Nacional 10 que deve ser uma avenida com árvores, e espaço para as pessoas e para o peão. Tenho muita expetativa que o ministro Pinto Luz, com quem tenho vindo a conversar, tenha força suficiente para impor à Brisa a realização destes nós. Mas uma segunda nota, uma vez que me falou ali da zona de Alverca, e na ligação sobretudo entre Alverca e a Póvoa de Santa Iria – Estamos a trabalhar num traçado novo, a nascente da linha do comboio, que ligará Alverca e a Póvoa de Santa Iria diretamente ao IC2. Este é um trabalho que estamos a fazer com a Câmara Municipal de Loures, criando aqui uma alternativa também à Estrada Nacional 10, que permita descongestionar a A1 sem sobrecarregar a A10, ou seja que tenha uma escapatória direta entre Alverca e o IC2. Adquirimos também um terreno na zona das salinas de Alverca para a criação da reserva natural, que tem espaço para poder passar ali uma via alternativa à própria Estrada Nacional 10. Portanto, há muitos projetos.
Perguntava-lhe sobre a Loja do Cidadão, porque é um projeto muito desejado para aquela zona. A localização é questionada pela oposição, mas a pergunta que lhe faço é esta – Com tanto trânsito ali, e mesmo com todos esses projetos, não teme que mais afluência de pessoas à Loja do Cidadão ainda venha a agravar mais o estado de coisas naquela zona da cidade?
Bom, a oposição não questiona. A CDU questiona. Há uma grande diferença. Temos oposições, e oposições, algumas trabalham bem e de forma leal. E, portanto, as decisões vão sendo tomadas e a Loja do Cidadão vai abrir e terá procura. As pessoas vão ficar satisfeitas com isso. Sob o ponto de vista das acessibilidades, não há qualquer dúvida que Alverca continua a ser uma zona importante porque se situa a meio do nosso concelho. Nesse sentido já estamos a trabalhar e a procurar encontrar aqui a ocasião de abrir uma segunda Loja do Cidadão no Concelho de Vila Franca.
E quanto à segunda Loja, fora de Alverca, eventualmente?
Bom, isso será de certeza.
E já está a negociar isso…?
Estamos a trabalhar nisso. Mas essa é uma novidade que veremos mais tarde.
Avançamos para falar um pouco também da economia que tem vindo a crescer no concelho de Vila Franca. Anunciou dois projetos com o Leroy Merlin, mas também a Worten, que está a caminho, não é?
A Worten esteve em debate nesta última reunião de Câmara. É também outra conquista importante.
Esta zona industrial da Castanheira esteve durante muitos anos num processo vai-não-vai. E nos últimos 4, 5 anos desenvolveu-se particularmente.
Eu diria que foi nos últimos 3 anos e meio. Houve, de facto, um dinamismo que, entretanto, se conseguiu para ali, em termos de novos investimentos. Recordo que foi na Plataforma Logística da Castanheira que tivemos o maior investimento logístico nacional. O nosso grande objetivo é transformar o que é hoje a Plataforma Logística da Castanheira numa zona de investimento económico metropolitano, aproveitando a proximidade de grandes empresas exportadoras, como a de tomate, por exemplo, que ali se encontra. Depois temos este Lisbon Campus, ligado às novas tecnologias, que significa mil milhões de euros de investimentos com novos empregos criados ali. Mas conseguimos ainda um outro aspeto muito importante, que foi a concessão para a construção do Cais da Castanheira. O que vai permitir uma multimodalidade de transportes que não passa apenas pela rodovia. E a ideia é usar cada vez mais o rio como meio de transporte, também de mercadorias. Foi outro salto importante e que será concretizado nos próximos anos.
“Ora, os terrenos da Marinha devem ser colocados no mercado para investimento privado. Aquilo tem todas as condições para se replicar um novo bairro”
Falemos agora da Escola da Armada, onde vai nascer agora o novo tribunal, uma reivindicação antiga, mas também importante para os funcionários do atual tribunal, que não têm condições de trabalho. Este espaço também já foi reivindicado pelas oposições para habitação, é uma ideia, mas isso teria de haver aqui outro tipo de compensação, porque o espaço é municipal. O que é que está previsto para aquele espaço, para além do Tribunal?
A aquisição do antigo quartel da Marinha pela Câmara Municipal foi muito importante por duas razões. A primeira é porque conseguiu reservar ali um espaço que permitiu que o atual presidente da Câmara conseguisse resolver o problema do Tribunal de Lisboa Norte. E, portanto, isso está garantido. Por outro lado, era preciso garantir condições para que pudéssemos alargar a zona desportiva ali existente, criando ali uma centralidade desportiva a norte do Concelho de Vila Franca de Xira. E, portanto, isso também está absolutamente garantido. Agora, o que é que Vila Franca precisa? Precisa de dimensão e de massa crítica. Ora, o resto do terreno da Marinha deve ser colocado no mercado para investimento privado. Aquilo tem todas as condições para se replicar um novo bairro. Um bairro ribeirinho, à luz, por exemplo, do que está a ser feito na Póvoa de Santa Iria como o bairro Vila Rio que é uma coisa de qualidade, sendo uma extensão, praticamente, do Parque das Nações e temos condições de prolongar essa ideia do Parque das Nações até Vila Franca de Xira. Não só na zona da Marinha, mas também a norte de Vila Franca, onde é hoje o pavilhão da União Desportiva Vilafranquense até à zona do hotel. Vila Franca de Xira tem de crescer do ponto de vista económico e social, que é a melhor forma de garantir que as atividades económicas da cidade também acompanhem esse desenvolvimento. E por isso é que lançámos, especificamente para Vila Franca o Business Improvement District, já na perspetiva de preparar o comércio local para os desafios que aí vêm.
Sobre a Escola da Armada, é um projeto a longo prazo, colocar aquilo no mercado, portanto, pôr em hasta pública?
Não, eu tenho intenção de rapidamente propor à Câmara Municipal a venda da Marinha.
Na reta final desta nossa conversa, perguntava-lhe, porque sei que ainda assim que vai dizer que ainda não é o momento, está disponível para mais um mandato?
O Partido Socialista estará a discutir esse assunto comigo num destes próximos meses. Tenho muitos projetos. Estamos a trabalhar nisso. Digo sempre que a nossa gestão nunca pode ser pensada apenas no período de um mandato. Temos de pensar mais longe, porque é a única forma de projetarmos os nossos territórios para o futuro. Para maio ou junho haverá novidades.
Perguntava-lhe agora sem tem alguma obra que não tivesse conseguido efetuar neste mandato, e que portanto passa para o mandato seguinte, no caso de ser o candidato e ganhar de novo as eleições.
Desde logo, por exemplo a Escola Básica e Secundária de Vialonga. Estamos à espera que o Tribunal de Contas dê os vistos necessários, de acordo com a lei, mas é daquelas obras que gostava que já estivesse a avançar. Quanto às demais, conto terminá-las, a Loja do Cidadão, o terminal rodoferroviário da Póvoa de Santa Iria e também o caminho Ribeirinho de Alverca.