A CIMPOR passou a utilizar uma mineradora de superfície da marca Vermeer na Pedreira do Bom Jesus, em Alhandra, uma tecnologia que permite extrair matéria-prima sem recurso a explosivos, informa a empresa em nota às redações. A empresa destaca que esta solução reduz o ruído e as vibrações associadas aos métodos tradicionais, com impacto direto nas condições de segurança e na relação com as populações vizinhas, nomeadamente em A dos Melros (Alhandra)
Em funcionamento desde 1894, a Pedreira do Bom Jesus ocupa cerca de 325 hectares, sendo atualmente a maior área licenciada para exploração mineral não metálica em Portugal. Ao longo das décadas, o crescimento urbano aproximou as comunidades da zona de exploração, aumentando a pressão para encontrar alternativas menos intrusivas.
Empresa vai continuar a operar na pedreira mas agora sem detonações
Neste contexto, a empresa optou por um modelo de exploração sem recurso a detonações, procurando minimizar os efeitos associados à atividade. Segundo a CIMPOR, esta mudança insere-se numa estratégia de adaptação às exigências ambientais e sociais atuais.
De acordo com Berkan Fidan, responsável técnico global da empresa, a aposta passa também pela digitalização dos processos industriais e pela introdução de novas tecnologias nas pedreiras.
“A escolha da mineração de superfície resultou de uma avaliação técnica e económica, sendo apresentada como uma solução que permite maior controlo sobre o processo produtivo e uma redução significativa dos impactos associados ao método anterior”, explica o comunicado. Carlos Barbosa, geólogo da empresa, refere que a nova tecnologia possibilita uma exploração mais flexível e uma melhor gestão das matérias-primas.
O equipamento está equipado com sistemas de controlo digital, planeamento tridimensional e monitorização em tempo real, permitindo uma maior precisão na exploração e uma melhor gestão dos recursos.
A introdução desta tecnologia resultou de uma parceria com a Vermeer, num processo que, segundo a empresa, se prolongou por cerca de dois anos e meio até ao início da operação. Com esta alteração, a CIMPOR pretende manter a atividade na Pedreira do Bom Jesus com menor impacto sobre o território envolvente, ajustando os métodos de exploração à realidade atual.




