A falta de limpeza de terrenos nos Casais da Marmeleira voltou a ser denunciada em reunião de Câmara de Alenquer, com uma moradora a alertar para o risco de incêndio e para a existência de poços destapados numa zona próxima de habitações e empresas.
Maria Ramalho Rocha levou o caso ao executivo municipal, afirmando que há vários terrenos por limpar há anos e que já tinha comunicado a situação ao Instituto Conservação Natureza e Florestas (ICNF) em julho do ano passado, sem ter obtido resposta. A munícipe referiu que na envolvente existem quatro habitações, oficinas, tipografia, parque de camiões e outras atividades económicas, considerando que a zona se encontra em situação de risco.
“Estamos metidos ali numa fogueira”, afirmou, sublinhando que alguns terrenos acumulam canas e vegetação densa junto a fios de eletricidade e telecomunicações. A moradora alertou ainda para a existência de dois poços destapados, que diz conhecer no local, mas que podem passar despercebidos a quem circula pela zona.
Na resposta, o vice-presidente da Câmara de Alenquer, Paulo Matias, adiantou que o proprietário Ricardo Mimoso já tinha sido notificado anteriormente e que se comprometeu a proceder à limpeza. Perante a informação de que os trabalhos não avançaram, o autarca garantiu que o município irá agora seguir formalmente com o processo para assegurar a intervenção.
Durante a mesma intervenção, a munícipe deixou ainda críticas ao estado de conservação de algumas ruas e edifícios no Carregado, bem como à limpeza urbana, defendendo uma intervenção mais atenta por parte das entidades competentes. O presidente da Câmara, João Nicolau, recordou que a limpeza urbana no Carregado é uma competência delegada na freguesia, mas assegurou que a autarquia irá transmitir as preocupações apresentadas.




