O Primeiro-Ministro visitou esta quarta-feira a Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo, em Santarém, numa passagem pelo certame marcada pelo contacto com produtores, empresas e organizações do setor, bem como pela defesa de medidas de apoio à agricultura portuguesa.
Durante a visita, o chefe do Governo sublinhou a importância estratégica da agricultura para o desenvolvimento do país e para a coesão territorial, considerando que o setor assume um papel fundamental na economia nacional e na autonomia alimentar.
“Esta visita enquadra-se no domínio de um setor que é estratégico para Portugal e que é fundamental para a nossa coesão territorial”, afirmou.
O governante destacou as medidas implementadas pelo Executivo para apoiar os agricultores, referindo que o objetivo passa por criar condições para aumentar a produção nacional e reforçar a competitividade das explorações agrícolas.
“O Governo tem tomado medidas para apoiar o setor agrícola, de forma a criar melhores condições para um maior crescimento económico e uma maior autonomia alimentar”, referiu.
Na sua intervenção, recordou ainda os desafios enfrentados pelo setor ao longo do último ano, desde as tempestades que afetaram várias regiões do país até ao impacto internacional do conflito no Médio Oriente, que provocou aumentos nos custos dos fertilizantes e dos combustíveis.
Entre os apoios destacados pelo Primeiro-Ministro encontram-se os descontos no ISP, medidas de apoio à aquisição de fertilizantes, reforços de tesouraria para empresas agrícolas e uma linha de financiamento através do Banco Português de Fomento no valor de 183 milhões de euros.
O governante voltou igualmente a defender a importância dos investimentos na gestão da água e na floresta, considerando que se tratam de áreas estruturantes para o futuro do país.
Após percorrer o recinto e contactar com empresários e produtores, o chefe do Executivo ouviu preocupações relacionadas com a escassez de mão de obra e com a competitividade das explorações agrícolas. Nesse contexto, admitiu a necessidade de encontrar soluções que permitam responder à sazonalidade do trabalho agrícola.
“Temos de valorizar o trabalho, temos de estabelecer um período em que se possam trabalhar mais horas em determinados períodos e depois dar o devido descanso às pessoas, de modo a garantir a sustentabilidade de um setor que é estratégico”, defendeu.
A visita decorreu num dia em que a Feira Nacional de Agricultura promoveu vários debates técnicos dedicados à inovação, sustentabilidade e internacionalização do setor agrícola, reforçando o papel do certame como um dos principais pontos de encontro da agricultura portuguesa.




