A Unidade Local de Saúde (ULS) Estuário do Tejo reforçou a rede de Cuidados de Saúde Primários com a integração de nove novos médicos de família, permitindo que mais de 13.500 utentes passem a ter médico de família. A maior fatia deste reforço destina-se ao concelho de Azambuja, que recebe quatro dos novos profissionais, um dos territórios onde a falta de médicos tem sido mais sentida nos últimos anos.
Além de Azambuja, três médicos passam a exercer funções na União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz, enquanto os restantes dois integram Unidades de Saúde Familiar dos concelhos de Vila Franca de Xira e Alenquer.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, a ULS Estuário do Tejo dá as boas-vindas aos novos clínicos e sublinha que a sua chegada representa “um reforço importante na resposta aos nossos utentes” e um contributo para uma prestação de cuidados de saúde “cada vez mais próxima, acessível e de qualidade”.
O reforço surge numa altura em que o acesso a médico de família continua a ser um dos maiores desafios da região. O concelho de Azambuja tem sido um dos casos mais preocupantes, tendo o Valor Local acompanhado ao longo dos últimos anos a dificuldade de milhares de utentes em conseguir acompanhamento regular nos centros de saúde. Em diversas ocasiões, a população denunciou tempos de espera elevados, sucessivas saídas de profissionais e a necessidade de recorrer ao setor privado para garantir consultas médicas.
Nos últimos anos, várias medidas procuraram minimizar o problema, entre elas o projeto Bata Branca, que permitiu aumentar a resposta através da contratação de médicos em regime complementar. Ainda assim, a atribuição de médicos de família continua a ser uma das principais reivindicações dos utentes do concelho.
A entrada de quatro novos médicos representa, por isso, uma notícia positiva para o território, embora o impacto real da medida apenas possa ser avaliado nos próximos meses, em função do número de utentes que passarão efetivamente a ter acompanhamento médico regular e da estabilidade das equipas clínicas. A expectativa é que este reforço contribua para reduzir um dos maiores constrangimentos do Serviço Nacional de Saúde na região.




