A Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos deu mais um passo na recuperação dos danos provocados pelas tempestades que afetaram o concelho no início do ano, com a assinatura do contrato de empréstimo de 3,8 milhões de euros destinado a financiar as obras de reparação consideradas mais urgentes.
Segundo informou a autarquia, o contrato foi celebrado com a instituição bancária que apresentou as melhores condições na consulta pública realizada. O município aguarda agora o visto do Tribunal de Contas para que as verbas fiquem disponíveis e as intervenções possam avançar no terreno. De acordo com a Câmara, na sua página de facebook, a prioridade passa pela reposição das condições de segurança e circulação nas vias municipais mais afetadas pelos fenómenos meteorológicos.
O anúncio surge poucos dias depois de a Infraestruturas de Portugal (IP) ter apresentado ao município um plano calendarizado para a recuperação das estradas nacionais danificadas pelas intempéries. Esse plano identifica dez ocorrências relevantes no concelho, distribuídas por diferentes fases de intervenção, desde trabalhos de emergência até empreitadas de reconstrução mais complexas.
Obras da IP podem prolongar-se até 2027
Na reunião de Câmara de 29 de junho, o presidente Carlos Alves voltou a fazer um ponto de situação sobre o processo, explicando que as intervenções da IP se encontram divididas entre ações imediatas, reposição das condições de exploração e reconstrução definitiva das infraestruturas. Algumas das empreitadas mais complexas mantêm um horizonte temporal que poderá prolongar-se até 2027.
Entre os casos mais relevantes continuam os troços da EN115 afetados por movimentos de terras e instabilidade de taludes, bem como intervenções previstas na EN248. Em alguns locais, a consignação das obras está prevista para o terceiro trimestre de 2026, enquanto outras intervenções mais exigentes apenas deverão ficar concluídas ao longo de 2027.
Na mesma reunião, Carlos Alves explicou que a Infraestruturas de Portugal mantém o faseamento apresentado ao município, encontrando-se algumas intervenções já em projeto ou consulta preliminar, enquanto outras aguardam ainda procedimentos de contratação.
Com a assinatura do empréstimo agora anunciada, a autarquia fica em condições de avançar com as intervenções da sua responsabilidade logo que obtenha o visto do Tribunal de Contas, enquanto continuará a acompanhar a execução das obras previstas pela Infraestruturas de Portugal.




