O Município de Azambuja vai integrar o Conselho de Administração da futura empresa pública que irá gerir os transportes rodoviários da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT). A informação foi avançada pelo presidente da Câmara, Silvino Lúcio, durante a última reunião do executivo, onde esclareceu que as funções serão desempenhadas a título gratuito.
O autarca explicou que Azambuja ficará representada no órgão de gestão juntamente com os municípios de Rio Maior e Salvaterra de Magos. A constituição do Conselho de Administração resulta do processo de criação da nova empresa intermunicipal, que assumirá a gestão do serviço público de transportes na região.
“Azambuja, portanto, irá fazer, com o Rio Maior e Salvaterra, parte do Conselho de Administração da futura empresa de transportes, graciosamente. Portanto, não há verbas, ninguém ganha nada. É um espírito de voluntariado”, afirmou Silvino Lúcio.
O presidente da Câmara fez questão de afastar qualquer ideia de remuneração associada aos futuros administradores, sublinhando que os cargos serão exercidos sem qualquer compensação financeira.
Apesar de já existir entendimento quanto à representação dos municípios, a composição definitiva da administração continua por fechar. Segundo explicou, a última reunião entre os autarcas não permitiu concluir esse processo devido à ausência de alguns presidentes de Câmara.
“Na última reunião não estávamos todos juntos. Faltava o senhor presidente da Câmara de Rio Maior e de Alpiarça e, como tal, não fizemos essa votação”, explicou.
Silvino Lúcio adiantou, no entanto, que já existe uma orientação política para a escolha dos principais responsáveis pela futura empresa.
“Ficou a indicação de que seria um do PS, um do PSD e outro dos independentes”, revelou.
O autarca recordou que, entre os municípios da Lezíria do Tejo, existem atualmente duas câmaras lideradas por movimentos independentes: Salvaterra de Magos e Golegã. No entanto, segundo referiu, o presidente da Câmara da Golegã manifestou indisponibilidade para assumir essas funções.
“Como sabem, há dois independentes, Salvaterra e Golegã. O presidente da Câmara da Golegã não estava disponível, portanto resta-nos a presidente de Salvaterra”, afirmou.
A criação desta empresa representa uma nova etapa na organização do sistema de transportes públicos da Lezíria do Tejo. O objetivo passa por reforçar a capacidade de gestão da rede, permitindo às autarquias um maior acompanhamento da operação e das decisões estratégicas relacionadas com a mobilidade na região.
Nos últimos anos, os municípios da Comunidade Intermunicipal têm assumido um papel cada vez mais relevante na organização do transporte público de passageiros, na sequência da descentralização de competências promovida pelo Estado. A constituição de uma empresa intermunicipal pretende dar maior estabilidade ao modelo de gestão e facilitar a articulação entre os vários concelhos abrangidos.
Embora ainda faltem definir alguns nomes e formalizar a estrutura dirigente, Silvino Lúcio deu como certa a participação de Azambuja no futuro Conselho de Administração, insistindo que o exercício destas funções não implicará qualquer encargo remuneratório para os respetivos representantes.
A futura empresa será responsável por acompanhar a operação da rede de transportes da Lezíria do Tejo e por assegurar uma maior coordenação entre os municípios, numa altura em que a mobilidade continua a assumir um peso crescente nas preocupações das populações e das autarquias.




