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Azambuja vai ter uma nova empresa de autocarros, mas oposição desconfia

A Câmara Municipal de Azambuja aprovou a adesão à empresa de transporte rodoviário da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT). Na opinião dos partidos da oposição, PSD e Chega, expressa em reunião de Câmara, a proposta carece de mais explicações. Se para o Chega, a nova empresa vai servir para arranjar empregos para os presidentes de Câmara que não se podem recandidatar além de 2025; para o PSD o município socialista de Azambuja não soube, até ao momento, acautelar os seus interesses no âmbito da nova empresa que vai surgir numa fase inicial com 600 mil euros de capital social a dividir entre os 11 municípios, mais 1,5 milhões posteriormente de acordo com o número de população de cada autarquia. A nova empresa vai ter 105 autocarros (em segunda mão) e 148 motoristas. José Paulo Pereira, vereador do PSD, especificou a singularidade do concelho no seio dos demais da CIMLT em que o grosso da sua população faz a sua vida rumo à capital e menos em direção aos concelhos do Ribatejo, pelo que é imperioso que após 2025, ano em que a empresa deve arrancar, que a máquina esteja bem oleada e articulada entre o transporte rodoviário e ferroviário.

O vereador laranja salientou que foi dada a conhecer escassa informação por parte da comunidade intermunicipal – apesar de ter apresentado um estudo com mais de 800 páginas – no que respeita aos benefícios para Azambuja. “Os horários de hoje dos autocarros são pouco diferentes daqueles que existiam há 25 anos, e não vi muita abertura do senhor secretário da CIMLT (António Torres) para mudar esse quadro”. O autarca deu o exemplo que após as 18h30, hora a que muitos cidadãos do concelho chegam a Azambuja, já não há autocarros para outras localidades do concelho.

Já o vereador Rui Corça, do mesmo partido, acredita que esta empresa vai dar prejuízo face aos dados que estão neste momento em cima da mesa. O autarca fez as contas, e referiu que o investimento de 350 mil euros apenas do município de Azambuja nos próximos cinco anos, mais indemnizações compensatórias fazem antever “um cenário pessimista”. “Não diria que é um tiro no escuro, mas sabemos que estes números que foram agora apresentados podem ter parcelas alteradas de modo a dar outra ideia”. Rui Corça quis saber ainda de que forma será assegurado o financiamento de 9 milhões nesta empresa, e qual a responsabilidade do município.

O presidente da Câmara, Silvino Lúcio, foi argumentando que esta é a única solução para melhorar o estado de coisas no transporte rodoviário concelhio. O autarca explicou que nos primeiros quatro anos, o défice será assegurado pelos acionistas, e que após este período “existem condições para se alcançarem níveis de rentabilidade”, reforçados por uma Taxa Interna de Rentabilidade “satisfatória”. O presidente da autarquia também deixou expresso que tem de existir uma adequação, uma vez esta empresa em funcionamento, entre os horários da rodoviária e os da CP, pois só assim fará sentido para o concelho. Uma das principais preocupações do autarca prende-se com a contratação de motoristas, face à escassez de procura desta profissão, sendo que as empresas privadas do setor já se veem a contas com esta dificuldade atualmente.

CIMLT vai adquirir edifício para servir de sede. É em Santarém e terá um custo de 3 milhões de euros

Já a vereadora do Chega, Inês Louro, mostrou-se insatisfeita com as explicações sobre a empresa fornecidas em reunião prévia por António Torres, e considera que após as eleições de 2025, o novo projeto intermunicipal em causa vai servir para dar emprego a vários presidentes de Câmara e outros autarcas que não se vão recandidatar, através da sua nomeação para cargos dentro da empresa. “Não estou a falar do conselho de administração dessa empresa, claro, mas de outras funções de gestão executiva com diretores remunerados, os quais nem sabemos de onde virão”. O vice-presidente da Câmara, António José Matos, deu a achega de que “ou se faz alguma coisa ou fica tudo como está” numa crítica ao ceticismo da oposição.

Recorde-se que a CIMLT lançou mão em mais do que uma ocasião de concurso para encontrar um privado que passasse a gerir o transporte rodoviário, tendo em conta que a Lei 52/2015 prevê que as comunidades intermunicipais passem a ser também autoridades de transporte. Um dos primeiros passos desta nova empresa relaciona-se com a aquisição por três milhões de euros de um edifício em Santarém que passará a ser a sede da mesma.

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