A CDU responsabiliza a Nova Geração PSD/IL, o Chega e o movimento de António Inácio pela situação política que se vive na União das Freguesias de Póvoa de Santa Iria e Forte da Casa, depois de uma nova Assembleia de Freguesia extraordinária, realizada a 6 de outubro, ter terminado sem que fosse possível constituir o executivo da Junta.
Numa nota de imprensa, a coligação considera que a situação política e institucional “continua a agravar-se”, na sequência das sucessivas demissões verificadas tanto no executivo como na Mesa da Assembleia de Freguesia.
Para a CDU, a responsabilidade cabe em primeiro lugar à Nova Geração PSD/IL, enquanto força mais votada nas últimas eleições autárquicas, mas também ao movimento de António Inácio e ao Chega, que, segundo a coligação, participou “desde a primeira hora no executivo”.
A CDU sustenta que a instabilidade política já está a ter consequências no funcionamento da autarquia e na concretização dos investimentos previstos. Como exemplo, aponta para uma execução de apenas 2,7% do investimento inscrito no orçamento até junho de 2026.
“Este nível de execução, quando já tinha decorrido metade do ano, é um dado particularmente significativo e demonstra a distância entre aquilo que é anunciado e aquilo que efetivamente é concretizado”, refere a coligação.
A CDU associa ainda a situação atual a um cenário de “abandono e desinvestimento” que considera ter começado durante os anteriores mandatos do PS à frente da Junta de Freguesia.
Na mesma tomada de posição, a CDU faz acusações mais duras relativamente à gestão da Junta e reclama maior transparência e fiscalização por parte da Assembleia de Freguesia.
A coligação refere, nomeadamente, o atraso no pagamento dos salários de dezembro e do subsídio de Natal aos trabalhadores da autarquia, alegando que, nessa altura, os responsáveis políticos estariam “mais preocupados com a distribuição de avenças entre eleitos”.
A CDU não apresenta, nesta nota de imprensa, mais pormenores sobre as avenças a que se refere.
Perante a atual crise política, a coligação considera indispensável que a Assembleia de Freguesia tenha acesso a informação “completa e detalhada” sobre a gestão da Junta.
A CDU garante ainda que continuará a acompanhar a situação e a mobilizar a população, destacando entre as matérias em aberto a questão do estacionamento tarifado na Póvoa de Santa Iria e no Forte da Casa.
A coligação termina defendendo a necessidade de uma Junta de Freguesia capaz de executar o orçamento, assegurar o funcionamento dos serviços e responder às necessidades da população.




