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Refeitório da Escola João Fernandes Pratas em Samora Correia renovado e mais apelativo

Foi inaugurado, esta quarta-feira, o projeto R23 na Escola João Fernandes Pratas em Samora Correia, no fundo tratou-se de dar uma nova imagem ao refeitório escolar também com ementas mais saudáveis, desenhadas pelas nutricionistas do município, e onde os alunos tiveram uma palavra a dizer. No primeiro dia, a ementa era composta por bolonhesa de lentilhas, fusilli com atum e lasanha de atum, mas também constavam do menu algumas saladas e até chá. Para um dos primeiros alunos a entrar no renovado espaço, as expetativas tinham sido superadas. O refeitório está mais convidativo e foi decorado indo ao encontro dos gostos dos alunos, que tiveram um papel importante quer ao darem  sugestões quanto à nova decoração, quer quanto às ementas e muitos frequentaram mesmo workshops sobre alimentação na escola.

Este é um projeto que arrancou em primeiro lugar na Escola Duarte Lopes em Benavente, onde tem sido um sucesso.  A Câmara de Benavente chamou a si a gestão direta das refeições escolares no âmbito da transferência de competências e criou três centros de confeção. O município prefere não recorrer a empresas privadas do setor onde o preço por refeição é menor mas a qualidade das refeições é muitas vezes controversa. Ao Valor Local, Carlos Coutinho, presidente da Câmara de Benavente, deu conta que vale a pena o esforço financeiro que este projeto exige. O autarca fez as contas e cada refeição nesta escola custa ao município um valor entre os três e os quatro euros (os alunos pagam 1 euro e 46 de senha de almoço) enquanto que na empresa contratada pela Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo, da qual faz parte Benavente, os municípios pagam um valor entre dois a três euros. Quando se fala de milhares de refeições servidas durante um ano letivo inteiro, a diferença é muito significativa. “Este é um programa da máxima importância para nós. Servimos dois mil alunos diariamente. Demos um passo diferente de muitos outros municípios, e confecionamos com a prata da casa, fornecendo refeições equilibradas aos nossos jovens para que amanhã possamos ter um conjunto de cidadãos com mais saúde, porque tiveram oportunidade de comer de forma saudável nas nossas escolas”. Ainda recentemente este projeto do município foi vencedor num concurso relacionado com a promoção de hábitos de vida saudáveis.

Neste primeiro dia, almoçavam juntos o Daniel Simões, o Rodrigo Ferreira e o Guani Paulo do 9E comentando para a nossa reportagem que as expetativas tinham sido superadas. Costumam almoçar na escola, mas na opinião destes jovens a ementa melhorou com a inclusão de mais saladas e chá, embora nem todos sejam adeptos de comer mais verduras, e admitiram que apenas o fazem, muitas vezes,  por pressão dos pais.

Rute Espanhol, nutricionista da Câmara, referiu que parte do sucesso do projeto relaciona-se com a boa comunicação tida com os alunos, deixando que sejam eles a darem as principais ideias para o novo refeitório. “Por exemplo queriam ice tea e refrigerantes, mas dissemos que não era a melhor opção, então sugeriu-se o chá, e alguns estão a optar por levar essa bebida para a mesa”. Por outro lado, e agora com uma nova imagem, os alunos querem que o refeitório possa ser doravante também uma sala de convívio.

Também em Samora Correia muitos alunos preferem almoçar nos cafés, nas pastelarias ou ir buscar comida aos supermercados. A oferta é muita e não é fácil competir. Certo é que na Escola de Benavente já almoçam todos os dias 300 alunos quando no início eram apenas 100. A nutricionista acredita que tarde ou cedo esse objetivo também pode ser alcançado em Samora. É importante neste trajeto sensibilizar os pais para estes objetivos, sendo que Rute Espanhol nota que atualmente a literacia alimentar de muitos encarregados de educação nem sempre é a melhor tendo em conta que o ritmo de vida leva a escolhas menos saudáveis, através de refeições prontas congeladas dos supermercados, só para dar um exemplo. Muitas vezes as famílias optam por não cozinhar ou quando o fazem não vão muito além “dos hamburgueres, do esparguete à bolonhesa ou da carbonara”. Aqui o desafio ainda é maior. “Temos alunos que nunca tinham visto uma feijoada de pota por exemplo”.

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