A Câmara Municipal de Azambuja manifestou a sua preocupação com a entrada em vigor das restrições à circulação de veículos pesados na cidade do Cartaxo, alertando para os impactos que a medida poderá ter na atividade económica da região, nomeadamente nos setores da logística, distribuição e indústria.
Em comunicado, a autarquia sublinha que Azambuja desempenha um papel estratégico na cadeia de abastecimento nacional e considera que as limitações anunciadas poderão agravar a pressão de tráfego em vias já sobrecarregadas, como a ligação entre Azambuja, Vila Nova da Rainha e o Carregado.
O município afirma estar ao lado das empresas, trabalhadores e operadores económicos instalados no concelho, defendendo que o problema ultrapassa a dimensão local e exige uma resposta ao nível regional e nacional.
A Câmara de Azambuja considera que o Estado e a Infraestruturas de Portugal devem assumir responsabilidades e avançar para investimentos há muito reivindicados, nomeadamente a construção da alternativa à EN3, a criação da rotunda de Vila Nova da Rainha e a concretização de um novo acesso à A1.
Para a autarquia, os constrangimentos à circulação rodoviária poderão ter reflexos na cadeia de abastecimento regional e nacional, afetando empresas, transportes e trabalhadores. O município garante que continuará a defender os interesses da região e a exigir soluções estruturais que permitam responder ao aumento do tráfego pesado e às necessidades de mobilidade do território.
A discussão em torno do tráfego pesado motivou também, em reunião de câmara, uma proposta da vereação do PSD, aprovada por unanimidade, para que a Câmara Municipal de Azambuja promova um estudo prévio destinado a avaliar uma nova ligação entre a zona empresarial de Vila Nova da Rainha/Azambuja e a A1. A proposta contempla igualmente a construção de uma rotunda na entrada nascente de Vila Nova da Rainha e a criação de parques de estacionamento para veículos pesados em Azambuja, Aveiras de Cima e Vila Nova da Rainha.




