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Águas da Azambuja reforça resposta depois das intempéries

As intempéries de fevereiro marcadas por episódios de chuva intensa, colocaram à prova a rede de abastecimento e saneamento no concelho de Azambuja. Ainda assim, os sistemas mantiveram-se operacionais. “A instabilidade dos solos, resultante da precipitação intensa, potencia o aumento da ocorrência de roturas”, explica Daniel Silva, diretor da da Águas da Azambuja. Para isso, a empresa reforçou a sua ação no terreno.

Ao nível do saneamento, o impacto foi igualmente significativo. “A precipitação intensa origina um acréscimo dos caudais afluentes aos sistemas de drenagem, decorrente da escorrência superficial e da infiltração de águas pluviais, conduzindo a sobrecargas hidráulicas nos coletores e nas estações elevatórias”, acrescenta.

Perante este cenário, foi necessário reforçar a resposta no terreno. “Estes fatores implicaram o reforço da monitorização operacional, bem como a realização de intervenções pontuais em diversos locais das redes”, refere, sublinhando que “os sistemas demonstraram capacidade de resposta, mantendo-se funcionais e assegurando o abastecimento e o escoamento adequado”.

A operação assenta num serviço permanente. “Dispomos de um piquete operacional ao longo de todo o ano, assegurando disponibilidade 24 horas por dia”, destaca. Em situações mais exigentes, “é ativado um dispositivo de reforço, com equipas em regime de prevenção permanente”.

Aposta nos sistemas de telemetria e telegestão

A tecnologia assume um papel central. “Os sistemas de telemetria e telegestão permitem o acompanhamento, em tempo real, do funcionamento das infraestruturas e a deteção de anomalias, como variações de caudal, falhas de energia ou níveis dos reservatórios”, explica, acrescentando que esta capacidade “permite uma gestão eficiente dos recursos e a priorização das intervenções”.

As roturas registadas em vários pontos do concelho têm causas diversas. “Destacam-se o envelhecimento dos materiais, as variações de pressão hidráulica e a saturação dos solos”, indica. Sempre que ocorre uma avaria, “é de imediato acionada a equipa de reparação”, sendo feita, sempre que possível, a setorização da rede “para limitar a área de interrupção e minimizar o impacto junto das populações”.

Apesar das condições adversas, a qualidade da água manteve-se dentro dos parâmetros exigidos. “A qualidade da água fornecida é baseada no Plano de Controlo da Qualidade da Água aprovado pela ERSAR”, afirma, acrescentando que existe uma monitorização sistemática com análises realizadas em laboratório acreditado. “Os resultados são reportados à entidade reguladora e à Delegação de Saúde”, refere.

O desempenho da empresa tem sido reconhecido. “Temos vindo a ser distinguidos com o Selo de Qualidade Exemplar da Água para Consumo Humano”, sublinha.

Relativamente ao crescimento do concelho, considera que as infraestruturas têm acompanhado a evolução. “Uma parte significativa deste crescimento não tem constituído motivo de preocupação, uma vez que as infraestruturas foram devidamente planeadas”, afirma. Ainda assim, “estão em estudo soluções para responder a novas dinâmicas, em particular no setor industrial”.

A manutenção preventiva continua a ser uma prioridade. “A manutenção preventiva assume um papel fundamental no aumento da fiabilidade dos sistemas”, destaca, apontando para intervenções regulares nas redes e infraestruturas.

Empresa diz que tem vindo a apostar na eficiência energética

No domínio da sustentabilidade, a empresa tem vindo a apostar na eficiência. “A gestão sustentável assenta na promoção da eficiência operacional, na proteção dos recursos naturais e na redução do consumo energético”, explica. Os resultados já são visíveis. “Em 2024 e 2025 alcançámos perdas de água inferiores a 20 por cento, um desempenho positivo face à média nacional”, refere.

Para Daniel Silva, o trabalho das equipas, muitas vezes invisível, é determinante. “O empenho e a dedicação dos colaboradores merecem ser salientados”, afirma, destacando também o papel da população. “A participação dos cidadãos, alertando para inconformidades, é um elemento crucial para uma gestão eficiente”.

Num contexto de alterações climáticas, aponta prioridades claras. “O futuro deverá assentar na modernização tecnológica, no planeamento de longo prazo e na implementação de estratégias de adaptação”, conclui.

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