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Comissão de utentes da Castanheira acusa – “Ninguém quer saber da Estação da CP”

A Comissão de Utentes da Castanheira e Cachoeiras continua a reclamar por melhores condições na estação da CP da Castanheira do Ribatejo. Pedro Gago, representante da comissão, esclarece ao Valor Local que pouco ou nada a Infraestruturas de Portugal (IP) tem vindo a fazer no sentido de melhorar a segurança e a higiene do local.

Esta infraestrutura dos tempos de José Sócrates nunca deixou de ser um elefante branco, sobredimensionada para as necessidades da população. Previa-se que pudesse servir a Plataforma Logística da Castanheira. Nesta atura, as casas de banho já estão a funcionar, mas a falta de manutenção aliada ao vandalismo de alguns utentes faz com que seja “impossível lá entrar”. “Se for preciso até urinam nos cantos da estação”, refere Pedro Gago.

A falta de segurança é outra das queixas. O espaço possui um longo estacionamento. Há quem vá para os respetivos empregos na capital e deixe a viatura parqueada todo o dia. Durante longos períodos não se vê ninguém. Relatos de viaturas assaltadas – e sem que as autoridades permaneçam pelo menos amiúde no local- fazem parte do retrato diário. Nos últimos tempos, os assaltos têm-se sucedido, e não é só durante a noite. “Ainda recentemente houve um às dez da manhã”. Os roubos de catalisadores das viaturas têm sido também uma constante segundo Pedro Gago.

Comissão promoveu reunião mas políticos e forças de segurança não apareceram

A comissão de utentes reclama pela presença das forças de segurança no local através da GNR, ou no mínimo a colocação de um segurança “de forma a dissuadir eventuais assaltos”. “Está tudo abandonado e às escuras e ninguém quer saber”. Exemplo disso mesmo é o facto de não terem comparecido, num encontro promovido pela comissão de utentes, alusivo a este problema, “nem o presidente da Câmara, nem a presidente da junta da Castanheira, nem o presidente da assembleia de freguesia”, idem “os comandantes da GNR e dos bombeiros”. “Estiveram meia dúzia de ‘gatos pingados’ porque havia festa na terra, mas só por isso”

Com uma frequência de cerca de 5000 pessoas por dia, Pedro Gago refere que já é altura de a empresa Infraestruturas de Portugal ou mesmo a Refer, olhar para a estação da CP

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