A asma é uma doença inflamatória muito frequente na infância e adolescência. Deve-se a um estreitamento dos brônquios, o que dificulta a saída do ar durante o ato de expirar (saída de ar dos pulmões).
Os sintomas mais comuns de asma em crianças são: a tosse, pieira e/ou falta de ar. Os sintomas podem ser diferentes de criança para criança, e variar ao longo da vida, podendo apenas surgir durante a noite ou durante a prática de exercício físico.
Muitas crianças deixam de ter sintomas entre os 3 e os 5 anos.
Como é feito o diagnóstico da doença?
Geralmente após o terceiro episódio dos sintomas descritos, diz-se que a criança tem asma. O diagnóstico é feito pelos sintomas e pela observação da criança.
A partir dos 6 anos as crianças estão podem fazer as provas de função respiratória (exames que se destinam a avaliar a capacidade do sistema respiratório) que contribuem para a consolidação do diagnóstico.
Qual é a gravidade da asma?
A asma pode ser grave se não estiver corretamente controlada. Para isso, a criança deve cumprir o tratamento atribuído. É importante também que se registem as crises que tenha e a medicação efetuada, para depois informar o médico assistente. Este processo é essencial para verificar se a medicação está a ser efetuada de maneira adequada.
O que pode desencadear um episódio de asma?
São vários os fatores que podem desencadear uma crise. Os mais frequentes são:
- infeções respiratórias provocadas por vírus
- exercício físico (principalmente correr ao ar frio)
- alérgenos como ácaros do pó da casa ou pólenes
- fatores ambientais como fumo do tabaco
Como podemos prevenir as crises?
Uma das formas mais eficazes de prevenção das crises é não expor a criança a fatores que lhe podem desencadear uma crise. Por exemplo, a exposição a:
- fumo do tabaco
- alérgenos como ácaros ou pó doméstico
- determinado animal, se a criança for alérgica, evite o contacto
A asma pode, muitas vezes, estar associada a outras doenças, tais como o eczema atópico, a rinite e outras alergias. Frequentemente um dos pais ou irmãos tem pelo menos uma destas doenças.
As consequências da asma podem ser graves se esta não for controlada. Por isso a importância de manter a terapêutica adequada para controlar a doença e as crises. Com a medicação adequada a asma não deverá ter consequências graves nem afetar o seu dia a dia e rotinas.
Atualmente, a asma tem tratamento nas crianças recorrendo a medicamentos semelhantes aos dos adultos. Contudo, é importante referir que a asma não tem cura.
Por isso o objetivo do tratamento é que a asma esteja controlada, com ausência de sintomas e sem limitações nas atividades do dia-a-dia.
Existem dois grupos principais de medicamentos:
- para tratamento das crises: são usados medicamentos para alívio dos sintomas. Que devem acompanhar a criança para usar em qualquer altura em que surjam os sintomas
- para prevenção das crises: os medicamentos devem ser usados diariamente para controlar a inflamação. Nem todas as crianças precisam deste grupo de medicamentos
Em função do estado de controlo da asma, o médico vai decidir que tipo de medicação a criança necessita.
Tornando assim que seja perfeitamente possível que a criança mantenha uma vida normal. Desde que cumprindo o tratamento instituído pelo médico assistente.
Este é o resultado do trabalho de equipa entre a família, os profissionais de saúde e mesmo os professores escolares ou de modalidades desportivas que acompanham a criança. Tornando fundamental a integração de cada um destes elementos no processo.
Unidade Local de Saúde do Estuário do Tejo





Que interessante essa matéria que acabei de ler, até compartilhei no meu Facebook. topflix série