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Paulo Afonso “Devolver a Esperança. Ganhar o Futuro”.

As Eleições Europeias do passado dia 9 de Junho, em Portugal, foram uma vitória dos partidos políticos do campo democrático e europeísta. A afluência às urnas aumentou face ao acto eleitoral europeu de 2019. A maioria do voto popular escolheu a Democracia e a Liberdade vencendo o populismo histriónico e o reacionarismo da Ultra-Direita.

PS e a AD juntos tiveram a preferência generalizada dos eleitores. A tendência de vitória que as sondagens vinham indicando confirmaram o PS como vencedor desta contenda eleitoral. Ficando a Direita Democrática em segundo lugar.

Há, ainda, a entrada da Iniciativa Liberal no Hemiciclo de Estrasburgo, a diminuição da representação parlamentar da CDU e do BE.

Uma vez mais, o PS ganhou as Eleições Europeias e tal deve ser aproveitado para consolidar e alargar o eleitorado socialista, promovendo todos os esforços para o tornar mais transversal, mais interclassista, mais intergeracional.

A «vozearia populista e extremófila da Direita Radical» tornou-se mais audível nas últimas Eleições Legislativas quando o voto de protesto anti-sistema cresceu e se materializou em mais assentos parlamentares na Assembleia da República.

O combate democrático que fizemos contra a estridência, a índole reacionária e o oportunismo demagógico das suas propostas politicas não foi suficiente; deveríamos, na altura, ter sido mais contundentes na denúncia da sua impreparação para governar e encontrar soluções, do desmontar da sua propaganda retrograda e do descortinar assertivo das suas campanhas digitais de desinformação.

Estamos, mais ou menos, a um ano das próximas Eleições Autárquicas e o PS, no País, mas muito em particular em Vila Franca de Xira, para continuar como primeira força politica terá de se preparar bem para vencer em toda a linha o desafio autárquico de 2025.

Entretanto, aproximam-se, igualmente, importantes eleições internas em Julho para as Secções de Residência e Comissões Politicas Concelhias, sendo em Setembro para as Federações Distritais.

Nesse sentido para a Concelhia Socialista de Vila Franca de Xira deverá surgir uma candidatura que traga, ao mesmo tempo, novidade, programa e projecto – num sinal claro de renovação com capacidade para continuar a vencer!

Principalmente, por se ter conseguido alcançar vitórias históricas no Concelho em 2021. Com certeza, que é sempre possível fazer melhor, sendo que existem condições, se estas forem, de momento, garantidas para se conseguir ganhar o futuro!

O contrário será defraudar expectativas, anseios e uma desilusão para o trabalho que militantes, simpatizantes e eleitores do PS têm, paulatinamente, realizado, no Concelho.

O PS em Vila Franca de Xira não é uma «lezíria ideológica», uma espécie de ilha isolada no meio de um rio de corre sempre para o mesmo sentido; não é, tão pouco, um organismo gerido por uma «vontade central» que dita e ditará como se faz, quando se faz e quem fará!

Há um lastro, há uma organização, há uma história recente que ajudou a contribuir para o aumento do peso eleitoral do Partido Socialista, alcançando resultados muito positivos, no plano autárquico e no âmbito nacional. Continuando o que fora iniciado em 1997, quando o PS venceu pela primeira vez no Município.

É um património muito importante, que não deve ser alienado, fazê-lo só pode ser justificado por falta de ambição, por uma visão acanhada dos desafios que teremos, enquanto, partido e, também, enquanto comunidade.

Todavia, na minha opinião, o PS, em Vila Franca de Xira, não deve ser um «guichet» da Câmara Municipal, uma espécie de repartição administrativa da edilidade, onde em horário extraordinário de expediente os principais autarcas socialistas vão a despacho.  Há uma autonomia, de parte a parte, que deve continuar a existir para que o PS tenha uma vida própria, uma dinâmica própria e uma agenda própria!

Foi esse o método de trabalho, a fórmula vencedora e a convicção ganhadora que nos levou, no Município, às vitórias nas Europeias de 2019, nas Autárquicas de 2021 e nas Legislativas de 2022. É preciso espirito de missão e um ideário mobilizador que reforce a nova e a tradicional militância partidária, que atraia juventude e novos quadros, que promova sinergias criativas  com a sociedade civil, que valorize o território, num diálogo agregador entre o melhor do passado e do presente tendo como horizonte próximo, sempre  o futuro.

Se não se reflectir sobre isso e se não surgir uma candidatura credível que avance para este desafio, estar-nos-emos a abeirar de uma rampa deslizante que poderá comprometer o resultado que se pretende alcançar e não seremos capazes de devolver a esperança a quem tem, continuamente, acreditado e confiado em nós.

O desafio que começará em Julho é hercúleo, difícil, face ao legado dos poucos mais de 25 anos de governação socialista na maioria dos órgãos autárquicos do Concelho, porém nada impossível de se poder vencer.

Uma vez mais, a resposta a essa inquietude que nos poderá assolar é mostrar o que temos feito e o que temos conseguido fazer bem em prol das pessoas, das famílias, dos territórios, do movimento associativo e das empresas. Tudo isso, será, igualmente, o fermento dinâmico para avançarmos ainda mais, debelando os adeptos das «oposições do costume». Nesse sentido, o PS de Vila Franca de Xira não pode, também, deixar-se ficar enredado em jogos palacianos, refém das mentalidades de claque ou das lógicas de grupeta.

O caminho faz-se caminhando, é nosso dever servir as populações e encontrar soluções. Essa nova direcção para um novo futuro começa-se a construir hoje, no aqui e no agora do presente, sendo urgente e necessário, unir, aproximar e agregar, de modo, a fortalecer a confiança que queremos, em breve, voltar a granjear do eleitorado.

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